o riachense

Sexta,
30 de Setembro de 2022
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António Mário Lopes dos Santos

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  Eles não querem?

 

Rui Tavares afirma-o de forma peremptória: eles não querem. Refere-se aos partidos da esquerda portuguesa. Transcrevo, para que não me acusem de  perseguição. Os partidos de esquerda em Portugal não se entendem por uma razão muito simples: eles não querem. E «eles» são as direcções nacionais. E conta uma história saborosíssima como prova da argumentação. O caso de Caminha, onde militantes do PS, PCP e BE resolveram conversar, a fim de ver se seria possível  lista comum para a autarquia, há 12 anos nas mãos do PSD. Depois da 1ª reunião, o PCP, por directrizes do topo, abandonou a convergência, continuando o BE e o PS. Chegaram estes a acordo para uma candidatura comum. Só que a direcção nacional do BE negou esse caminho e desvinculou-se dos bloquistas locais. Creio que se poderiam contar largas dezenas de histórias similares um pouco por todo o país.

Se é possível uma linguagem comum, porque se não dá o salto comum? Que dizem querer as esquerdas partidárias afinal? Uma nova Europa. E, no país, um novo caminho para Portugal. Sem muito esforço, era capaz de arranjar, nos seus programas políticos, vinte pontos comuns que permitiriam, um governo de esquerda, um presidente de esquerda, autarquias na sua maioria com listas unitárias de esquerda. No curto, médio e longo prazo, um caminho comum, assente, na democracia social, nos princípios da liberdade, do direito à diferença, do respeito pelo outrem, do diálogo contínuo, da transparência na intervenção colectiva. Dum país para os cidadãos, mas governado pelos cidadãos. Não tenho a menor dúvida  de que os partidos políticos são necessários à democracia, mas  também creio que estes partidos políticos necessitam de inscrever a coordenada mudança temporal na sua burocracia de eternidade. E reflectiram em algo muito simples: cada vez mais os seus esforços isolados atingem cada vez menos resultados. O que se tem perdido nos últimos anos no campo dos direitos humanos, sociais, económicos, políticos, dava para sessões contínuas de tratamento traumático, se as elites políticas reagissem com  simples humanos na luta pelo quotidiano .  Duma coisa me apercebo que cada vez mais lhes falta junto dos cidadãos: credibilidade.

Afinal, tudo se torna simples, como a roda da vida. Tudo muda, mesmo o que se julga que não muda. Eles não querem, denuncia Rui Tavares. Pior para eles. Queremos nós.

Abril/11/2013

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António Mário Lopes Santos escreve para oriachense.pt todas as quintas-feiras 
Actualizado em ( Quinta, 18 Abril 2013 19:09 )  
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