o riachense

Sexta,
30 de Setembro de 2022
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Pedro Barroso

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Palhaços 

 

Palhaço?...palhaço era o meu querido Raul. Trapalhão, gago, inventivo,

genial nas horas, certeiro na seta acerada e pronta da critica mordaz.

Esse sim sempre habitou Belém, como eu, que sofro do mesmo mal do coração.

Palhaço era o Luciano, honrado funileiro de profissão com quem ainda actuei

na Serra da Estrela um dia - era ele um velho senhor com mais de oitenta

anos já, de uma honradez e humildade imensa. E me explicou de onde vinha o

termo "augusto soiree". Hoje "palhaço" - profissão de fazer rir. ...e

tambem era do Belem...

 Palhaço era o Añuka, no Coliseu da minha infância, que nos fazia rir e

ganhava sempre em esperteza aos palhaços ricos de cara pintada.

Palhaço era Popov, que, com um simples uivo denunciava o abuso, soltava a

imaginação e despoletava o riso e a ternura.

Palhaço sou eu; são os artistas todos do mundo, cada vez q sobem a um palco

e se expõem no q pensam; e circunstanciam o verbo à inteligência possível e

dobram as palavras sentidas do poema e tocam as tangencias sensíveis da

harmonia.

Mas o simples facto de habitar Belém ainda não é suficiente para atingir

essa dignidade.

Não ofendam os palhaços. 

 
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