o riachense

Terça,
04 de Outubro de 2022
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Carlos Gameiro

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 Construam-se tabernas em vez de escolas

 

Tempos houve em que os nossos digníssimos governantes, senhores da verdade absoluta e inquestionável – mesmo que fosse mentira - diziam e mandavam dizer: construam-se tabernas em vez de escolas. Eram os tempos em que cada cidadão esclarecido representava um perigo para o poder, sobejamente sabedor das vantagens de governar um povo analfabeto, vergado pelo medo, pela pobreza e pelas mentiras tornadas verdade por força da repetição.

Hoje em dia constroem-se escolas. Muitas, modernas e caras. Ainda bem. O problema é que tudo é feito para que os alunos passem por elas o mais rapidamente possível, quer aprendam quer não, e que tão rapidamente quanto possível, passem a frequentar as tabernas, também renovadas e bem mais lucrativas.

A propósito de escola, e sempre que, distraidamente, me sinto a encarneirar com o resto da malta do carreiro, gosto de me lembrar de algumas afirmações feitas pelo responsável actual pelos nossos destinos como nação, o digníssimo José Sócrates:

No início do seu mandato como Primeiro-Ministro afirmava José Sócrates – o mesmo que pelos vistos foi engenheiro sem o ser - que as dezenas de milhar de professores (com cursos para o ensino acabados e profissionalização feita) que aguardavam por uma esmola de emprego nas listas de “não colocação” não eram afinal professores, eram apenas cidadãos que estariam interessados em ser um dia professores. Não dá vontade de rir porque realmente não tem piada nenhuma. Muito mais recentemente, e depois de muitas outras peripécias protagonizadas, quer pelo senhor engenheiro, quer pela sua ministra preferida e seus aguerridos secretários, quer até pelos comprovadamente inaptos dirigentes sindicais, o nosso Primeiro volta à carga, desta vez apontando para os recursos materiais. Afirmou o cavalheiro em ocasiões diferentes e sempre com inquestionável (?) convicção que temos que construir mais escolas. E como razão principal para construir, o mais rapidamente possível, mais escolas (daquelas que custam alguns milhões de euros) o também digníssimo senhor apresentou a necessidade de dar trabalho às empresas (pelos vistos eram…duas, mais ou menos) de construção civil. Irra! Preferia quando ele mentia.

Actualizado em ( Quinta, 17 Setembro 2009 16:23 )  
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