o riachense

TerÁa,
25 de Abril de 2017
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Jo√£o Luz

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Desatino com os Isaltinos

Dificilmente conseguir√≠amos evitar isto: um prisioneiro candidata-se a uma autarquia. O condenado Isaltino √© elogiado pelos seus seguidores e esperado em bra√ßos e rosas no dia em que acabar de cumprir a sua pena. √Č prov√°vel que seja um caso raro na hist√≥ria da democracia. A dimens√£o desta estupidez ultrapassa tudo aquilo que sensatamente possamos pensar; ultrapassa mesmo o dom√≠nio da fic√ß√£o. Isto √© uma dimens√£o de absoluta e total irracionalidade, quase insanidade.
Isaltino √© uma grosseira personagem que representa toda uma gera√ß√£o de autarcas que tomou o poder em tempo de vacas gordas, ou seja, entre 1988 e 2008. N√£o quero com isto generalizar e incluir nessa corja alguns que fizeram um bom trabalho. N√£o s√£o muitos, mas h√° alguns. A corja apregoa que "foi feita obra". √Č quase sempre este o seu principal argumento, o raio da obra. Ent√£o qual foi o resultado dessa obra? Estamos fartos de saber, infelizmente. Andam h√° anos a usar a obra como esquema eleitoral, e com isso t√™m conseguido votos de gente que tem dificuldade em somar 2 + 2.
A corja responde-nos dizendo: "sim, estamos falidos, estamos a empobrecer a popula√ß√£o, estamos a destruir emprego, estamos a abandonar as pessoas, mas temos auto-estradas, temos museus, audit√≥rios, cine-teatros, bibliotecas, centros escolares, centros de sa√ļde, hospitais, ppp's, swaps, e temos tamb√©m gordos saldos banc√°rios, porque o excesso de gordura do estado veio parar √†s nossas contas". A corja deu com uma m√£o, mas tirou com duas, ali√°s, com tr√™s.
Uns presos, outros em liberdade, n√£o largam o osso do poder. O vice de Isaltino defende-o com unhas e dentes, afirmando que n√£o quer misturar justi√ßa com pol√≠tica (!), e d√° todo o seu apoio √† candidatura do condenado √† Assembleia Municipal de Oeiras. √Č interessante ver como o vice continua ao lado do seu dono, leal e submisso. Aqui no nosso munic√≠pio passa-se o mesmo, mas com uma grande diferen√ßa: a justi√ßa n√£o foi accionada. O nosso Isaltino local vai safar-se airosamente, de mansinho, e o vice continuar√° o mesmo esquema.
Se ainda estiv√©ssemos em tempo de vacas gordas, quase de certeza que eles continuariam no poder, porque as pessoas continuariam a votar neles. Mas como o dinheiro est√° curto, as f√©rias tardam em ser pagas, os sal√°rios atrasam, a comida √© feita em casa e levada na marmita, o dep√≥sito do carro est√° sempre perto da reserva, a nossa "classe m√©dia" come√ßa finalmente a perceber em quem tem votado nos √ļltimos anos. Mesmo assim n√£o sei se tudo isto √© suficiente para que se perceba o problema em que nos afundamos. Oi√ßo as pessoas na rua a dizer: "daqui a uns anos eles voltam para l√°", como se isto fosse um acto divino, transcendental, sem se aperceberem que eles s√≥ l√° est√£o porque s√£o eleitos pelas pessoas que se deixam enganar.
N√£o me parece, em suma, que quem vota na corja seja est√ļpido ou est√ļpida.
Pode-se ser ing√©nuo ou desprevenido, sim. A estupidez est√° manifestamente no lado dos isaltinos que minam este pa√≠s. S√£o autarcas de muito fraca capacidade, med√≠ocres mesmo, sem qualquer ponta de √©tica, sem qualquer sentido de miss√£o social, de preocupa√ß√£o pelos problemas reais das popula√ß√Ķes, que s√≥ t√™m cimento dentro da sua massa cinzenta. Dificilmente conseguir√≠amos evitar isto: as pessoas elegeram prisioneiros como seus governantes. Agora estamos todos a pagar por isso.
Actualizado em ( Quinta, 25 Julho 2013 16:37 )  

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