o riachense

Sexta,
21 de Julho de 2017
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Ana Isabel Santos

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Meu Querido Mês de Agosto

O regresso à terra e àqueles que nos viram nascer, é sempre envolto de uma ansiedade imensa. Temos os pais, os tios, o irmão, a avó, os primos e amigos para abraçar. Trazemos a bagagem recheada de histórias e o coração a palpitar de saudades. 

É Verão. O mês convida a amores, a gargalhadas, a praia, a gelados, a festas. O país (quase) pára. E por momentos, varrem-se da memória todas as recordações da crise política de Julho. 

A este propósito. Fiquei surpresa (se é que Cavaco Silva ainda terá este dom) com a decisão do nosso ‘querido’ Presidente da República. O recado foi mais ou menos o seguinte: ‘Meus amigos, dei-vos a hipótese de resolverem o problema. Não conseguiram, paciência! Fica para a próxima! Eleições em Junho? Acabaram-se! Passos Coelho e Portas, regressem às vossas posições! E tu, António José Seguro, fica lá com ónus de todo esta salganhada política!’. 

Confesso que pouco me tenho preocupado em ler notícias. Tenho-me mantido, mais ou menos alienada das novelas que ainda fazem correr tinta, como por exemplo a de Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças. Mas preocupa-me o que aí vem. É difícil esquecermo-nos do corte de 4,7 mil milhões de euros da despesa do Estado, que foi já acordado com a troika. E para já, pouco se sabe. Onde e como serão efectuados estes cortes? A que custo? Quanto funcionários públicos verão extintos os seus postos de trabalho? Se for cumprido o objectivo, será possível um alívio da carga fiscal? Estarei atenta à rentrée política. A questão será, certamente, abordada e discutida. As dúvidas, essas, é que poderão ficar por esclarecer. 

Quer-me parecer, que depois de toda a crise política que aqueceu o arranque do Verão, ficámos com uma equipa ministerial fragilizada. Pouco credível. Sobretudo nas Finanças. Um ministério chave nos próximos meses mas tutelado por uma ministra impreparada e que arrancou com o pé esquerdo. Reconheço-lhes, ao Executivo, muito pouca legitimidade para nos imporem mais sacrifícios. Em nome de um ‘futuro’ que não chega. Eles estão desgastados. E nós cansados. Desesperançados. 

Mas para já, e na antevisão de um ano político cheio de sobressaltos, o melhor remédio é aproveitar. O Verão, o calor, a família e os amigos. O ano adivinha-se duro. E o que eu gostava de estar enganada.


Actualizado em ( Quinta, 08 Agosto 2013 12:06 )  

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