o riachense

TerÁa,
19 de Setembro de 2017
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Ana Isabel Santos

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Meu Querido Mês de Agosto

O regresso à terra e àqueles que nos viram nascer, é sempre envolto de uma ansiedade imensa. Temos os pais, os tios, o irmão, a avó, os primos e amigos para abraçar. Trazemos a bagagem recheada de histórias e o coração a palpitar de saudades. 

√Č Ver√£o. O m√™s convida a amores, a gargalhadas, a praia, a gelados, a festas. O pa√≠s (quase) p√°ra. E por momentos, varrem-se da mem√≥ria todas as recorda√ß√Ķes da crise pol√≠tica de Julho.¬†

ÔĀõA este prop√≥sito. Fiquei surpresa (se √© que Cavaco Silva ainda ter√° este dom) com a decis√£o do nosso ‚Äėquerido‚Äô Presidente da Rep√ļblica. O recado foi mais ou menos o seguinte: ‚ÄėMeus amigos, dei-vos a hip√≥tese de resolverem o problema. N√£o conseguiram, paci√™ncia! Fica para a pr√≥xima! Elei√ß√Ķes em Junho? Acabaram-se! Passos Coelho e Portas, regressem √†s vossas posi√ß√Ķes! E tu, Ant√≥nio Jos√© Seguro, fica l√° com √≥nus de todo esta salganhada pol√≠tica!‚Äô. ÔĀĚ

Confesso que pouco me tenho preocupado em ler not√≠cias. Tenho-me mantido, mais ou menos alienada das novelas que ainda fazem correr tinta, como por exemplo a de Maria Lu√≠s Albuquerque, ministra das Finan√ßas. Mas preocupa-me o que a√≠ vem. √Č dif√≠cil esquecermo-nos do corte de 4,7 mil milh√Ķes de euros da despesa do Estado, que foi j√° acordado com a troika. E para j√°, pouco se sabe. Onde e como ser√£o efectuados estes cortes? A que custo? Quanto funcion√°rios p√ļblicos ver√£o extintos os seus postos de trabalho? Se for cumprido o objectivo, ser√° poss√≠vel um al√≠vio da carga fiscal? Estarei atenta √† rentr√©e pol√≠tica. A quest√£o ser√°, certamente, abordada e discutida. As d√ļvidas, essas, √© que poder√£o ficar por esclarecer.¬†

Quer-me parecer, que depois de toda a crise pol√≠tica que aqueceu o arranque do Ver√£o, fic√°mos com uma equipa ministerial fragilizada. Pouco cred√≠vel. Sobretudo nas Finan√ßas. Um minist√©rio chave nos pr√≥ximos meses mas tutelado por uma ministra impreparada e que arrancou com o p√© esquerdo. Reconhe√ßo-lhes, ao Executivo, muito pouca legitimidade para nos imporem mais sacrif√≠cios. Em nome de um ‚Äėfuturo‚Äô que n√£o chega. Eles est√£o desgastados. E n√≥s cansados. Desesperan√ßados.¬†

Mas para já, e na antevisão de um ano político cheio de sobressaltos, o melhor remédio é aproveitar. O Verão, o calor, a família e os amigos. O ano adivinha-se duro. E o que eu gostava de estar enganada.


Actualizado em ( Quinta, 08 Agosto 2013 12:06 )  

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