o riachense

Segunda,
22 de Julho de 2019
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A capa de 9 de Outubro - nota da direcção

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É o dever de um jornal premiar os vencedores das eleições dando-lhes mais espaço?

Muitas críticas nos têm vindo a chegar sobre a capa da edição de 9 de Outubro. Foram dois os principais elementos que motivaram controvérsia entre alguns leitores d’O RIACHENSE: o maior destaque dado na capa aos resultados eleitorais para a Câmara em detrimento dos da Junta de Freguesia de Riachos e a opção pela manchete “PS vence mas alternativas à esquerda saem reforçadas”, cuja foto apresenta Helena Pinto a festejar a vitória do Bloco de Esquerda por ter eleito pela primeira vez um vereador.

Não sendo nossa obrigação justificar as opções editoriais que levam à elaboração da capa (que não passa disso mesmo, de uma capa, à qual o conteúdos não devem ser subjugados), queremos ainda assim elucidar as nossas decisões.
A manchete deveu-se sobretudo a uma análise aos resultados autárquicos e não à simples transposição dos mesmos para o jornal, o que levaria a um nada enriquecedor título “PS vence eleições em Torres Novas”. Dez dias após as eleições e a publicação na capa de vários semanários locais e regionais de fotografias do PS e de Pedro Ferreira a festejar, considerámos que seria insípido, um desperdício de espaço informativo e, claro, contraproducente do ponto de vista editorial, repetir a imagem e a notícia. No dia 9 de Outubro, alguém não sabia já que o Pedro Ferreira foi o vencedor? Qual seria o objectivo de repetir a notícia e as imagens dez dias depois?
Então, é o dever de um jornal premiar os vencedores das eleições com a atribuição da foto da capa ou de um título grande, tal como alguns leitores nos deram a entender nestes últimos dias? Não. Achamos que é o dever do jornal destacar elementos que acrescentem esclarecimento à informação que o leitor já tem previamente.
A mais importante novidade decorrida destas eleições não foi a vitória do PS, o que já era esperado por todos. Todos esperavam mais uma maioria do PS, agora com Pedro Ferreira na dianteira. Por isso, a novidade foi a fuga de milhares de votos do PS e do PSD, partidos do centro, directamente para os partidos situados à sua esquerda, CDU e BE, em comparação com os últimos 16 anos de governação municipal. O PS esteve 20 anos a crescer em Torres Novas e agora perdeu um dos cinco vereadores que tinha e ficou a um mandato da perda da maioria. A oposição ficou agora com 3 mandatos para 4 do PS. Na Assembleia, o desgaste do PS no eleitorado torrejano foi ainda mais evidente. Sem o voto dos presidentes de Junta do PS, António Rodrigues não tinha maioria na Assembleia Municipal para o eleger presidente no próximo sábado, dia 19, na biblioteca municipal.

Sobre a preferência do destaque à Câmara sobre a Junta, somos um jornal de forte implantação local, mas tentamos não abdicar da relevância informativa que orienta o jornalismo. De uma forma realista, o que é mais importante para o futuro da freguesia de Riachos, a gestão da Câmara ou a gestão da Junta? O jornal achou que a mudança ocorrida no executivo da Câmara vai ter mais importância nos destinos nas freguesias do que a mudança ocorrida na Junta. Porque, infelizmente, todos sabemos que o poder directo de intervenção da Junta de Freguesia é, por circunstância, muito pouco. 

Às críticas que pretendem acusar a direcção do jornal de trabalhar sob uma orientação política, não podemos responder, visto que ficam esvaziadas perante o facto de terem sido feitas exclusivamente por pessoas ligadas a partidos ou candidaturas, actuais ou passadas, e reflectem desejos partidários próprios de exposição mediática.
 
A direcção de O RIACHENSE 
Actualizado em ( Segunda, 14 Outubro 2013 14:27 )  
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