o riachense

Quinta,
15 de Novembro de 2018
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Joaquim Alberto

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 Forte com os fracos, fraco com os fortes

FARPADAS

O governo apresentou o orçamento de estado para o ano de 2014. Todos os comentadores dizem que vem na linha dos anteriores orçamentos. Alguns para dizerem que não há outra possibilidade, outros para dizerem que desta maneira continuaremos a destruir a economia portuguesa e que, assim, nunca conseguiremos sair do buraco em que nos encontramos.

Este orçamento, como os outros, foi feito para enriquecer os mais ricos e empobrecer os mais pobres. Com este orçamento, nem o défice nem a dívida diminuem. Com este orçamento, não haverá ajustamento das contas públicas, mas haverá ajuste de contas. Desde o 25 de Novembro de 1975 que o PSD e o CDS esperavam por esta oportunidade: ajustar contas com o 25 de Abril de 1974. Aliás, o golpe militar do 25 de Novembro foi feito para que um dia fosse possível fazer um orçamento como este. Este orçamento é a vitória total e completa do 25 de Novembro sobre o 25 de Abril. Os comentadores que de vez em quando dizem que o atual sistema político português resultou do 25 de Abril são mentirosos. O 25 de Abril abriu um período em que foi possível aumentar a igualdade, a liberdade, e a fraternidade entre todos os portugueses. O 25 de Novembro acabou com isso. Veio aumentar as desigualdades, diminuir as liberdades e acabar de vez com a fraternidade. Este orçamento é o corolário lógico do 25 de Novembro. E nisto, o PS tem muitas culpas. Diga agora o Mário Soares o que disser. O 25 de Novembro acabou com a participação popular na construção da democracia. A única coisa que os partidos políticos reservaram para o povo, foi o voto de 4 em 4 anos. Acabaram as comissões de moradores, acabaram as cooperativas, acabou tudo aquilo que cheirasse a iniciativa direta. Mesmo o voto só é possível naqueles que foram previamente escolhidos pelos partidos, exceto, por enquanto, para as listas nas autarquias, onde ainda é possível apresentar listas que não dependem diretamente dos partidos.

Este orçamento está feito para que menos pessoas possam trabalhar em Portugal e para que aquelas que trabalham recebam menos dinheiro. E a única maneira de produzir mais riqueza e de pagar as dívidas é fazer tudo para que muito mais pessoas possam trabalhar em Portugal e para que haja pessoas que ganhem o suficiente para comprar aquilo que se produz. 

Por isso este governo é tão fraco com os fortes e tão forte com os fracos. E será sempre assim, enquanto estivermos entregues a S. Pedro (passos coelho) e a S. Paulo (portas).

Actualizado em ( Sexta, 25 Outubro 2013 13:06 )  
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