o riachense

Sexta,
30 de Setembro de 2022
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João Gomes

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Em tons de Outono


O desafio de traçar um artigo de opinião e de escrever umas linhas foi lançado. A reposta, um sim ténue, perdida em meses de outro desafio, não menos aliciante, que é o de superares o dia-a-dia e ser feliz. Hoje, um novo repto e a mesma frágil resposta; contudo, desta vez, há uma maior vontade de comprovar a razão para a segunda provocação e, dizer que há outras estórias que valem a pena serem retratadas.
Começo a esboçar um dia de Outono por Riachos visto por quem já não goza muitos por cá e, como tal, os vive de maneira diferente. Ao fim de um tempo a viver noutras paisagens e (mal) habituado a um céu de pouca cor, ou muitas vezes com a ausência desta, faz com que o toque do céu azul e a luz e frescura do sol de Outono numa casa feita sem os isolamentos térmicos modernos te desperte rápida e ensonadamente curioso.
Ao levantar para descobrir o dia sente-se o cheiro característico que já se tornou familiar e faz agora parte da paisagem da zona amarela, o mosto da fábrica do álcool. Continua-se e abre-se a porta, o sol que te faz espirrar 3 vezes antes de o conseguires enfrentar e apreciar tem um frio quente na sombra que te faz repensar a escolha de roupa com que sais à rua, e tem um calor frio fora desta, que te faz evitar e bem fugir de toda e qualquer penumbra.
Chega-se aos baloiços semi-abandonados que no entanto continuam a fazer as delícias dos que não sabem pronunciar “baloiço semi-abandonado” e muito menos se preocupam com o seu significado porque o escorrega, embora com escadas desfeitas, e um plástico descolorado, ainda escorrega e o baloiço de estrutura oxidada e sem correntes nem assento ainda parece uma diversão demasiado arriscada e para umas próximas aventuras. Sou levado a pensar o porquê do estado de deterioração; será o simples descuido e muito uso, ou haverá alguma maldade e abuso? Pessoalmente, prefiro pensar na primeira opção e desejar o regresso dos seus dias de glória.
No jardim é preciso algum cuidado para evitar os dejectos caninos que os donos dos fiéis quadrúpedes deixaram, mais uma vez por descuido e muito uso ou talvez por alguma maldade e abuso.
Olha-se para a direita e para esquerda… passa um carro visivelmente sem cuidado com a curva apertada e com a saída do bairro. Depois, atravessa-se a rua com muita atenção e, junto à antiga vacaria, vê-se o pasto verde, traz memórias de uma manada a preto e branco e um odor muito pouco colorido; agora, resta o verde alegre, o calor laranja e o branco do rebanho de ovelhas. Perder-se no campo, respirar (o mosto já faz parte) e apreciar cada momento de sol, é um dia bom e sem qualquer preocupação, desaparecem todas, como a manada. Resta o verde feliz, o laranja sorridente e o branco de uma página por colorir.
Não cheguei longe nesta manhã, mas a intenção hoje não foi fazer uma corrida e sim um curto passeio por Riachos em tons de Outono.

Actualizado em ( Quarta, 13 Novembro 2013 12:21 )  
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