o riachense

Quinta,
22 de Junho de 2017
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Pedro Barroso

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Número Um

Aquilo que distingue os homens livres dos outros é a sua cultura, a sua capacidade de ver mais longe e mais além. 

Não se pode pedir a um homem que nunca foi a Lisboa que nos indique caminhos em tal cidade. 

Se não falar chinês eu não vou poder achar graça a nenhuma das coisas que estão a fazer rir aquelas pessoas. É natural – são chineses.

Se eu não souber que atrás daquela montanha há um rio, eu poderei morrer de sede.  

Isto é, se não tivermos a cultura e o conhecimento, nunca nos iremos aperceber da diferença entre passar pelas coisas desatento, e o sermos capazes de interrogar a vida, em descoberta permanente.

Ser professor é das mais nobres profissões do mundo. Porque não constrói em pedra ou tijolo. Não domina o ferro ou o papel; não segura, não defende, não remenda, nem cura. 

Constrói pessoas. E, com elas, o futuro da sociedade e das existências. O circuito eterno da vida e a continuidade dos países no mundo. 

Constrói em material humano, dúctil e frágil, melindroso e versátil, terno mas aquisitivo.

Ao saber que esta escola, aqui, a nossa Chora Barroso, foi a melhor do ranking no distrito de Santarém, muitas coisas me vieram à cabeça. 

Afinal, aqui trabalha-se o futuro, transmite-se, ganha-se a batalha do saber. 

Afinal, esta terra tem gente inteligente, que luta e estuda e aprende. E tem resultados visíveis.

Afinal, há motivos para ter esperança - uma discreta e vigilante esperança – no futuro. 

Uma notícia no Expresso hoje fez-me chorar na distância do tempo, sem que nada nela signifique ou desmereça especialmente. Mas que é bonito... É! 

Acontece que, no ranking de escolas do Distrito de Santarém a Escola Secundária Dr. António Chora Barroso é a melhor no 9º ano!

E sermos filhos desse orgulho não fica mal a ninguém. Parabéns a todos os que levantaram o moral a este velho marinheiro da cultura, por um instante lapidar de orgulho e uma furtiva lagrima vivida na qualidade e na memória. 

Creio que, discretamente, já tão longe, meu pai ainda conseguiu sorrir. 

Porque afinal, valeu a pena.

Assim se perpetua, com respeito e dignidade, aquele que foi um grande, um enorme professor.

Agradeço a todos os que trabalham nessa casa por um despertar diferente. Sem soberba, mas emocional. Coisas do sentir; que nunca sabendo bem porquê, nos arrepiam.

Actualizado em ( Quarta, 20 Novembro 2013 16:53 )  

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