o riachense

Segunda,
24 de Setembro de 2018
Tamanho do Texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

Ana Isabel Santos

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

2014, vê se atinas!

O ano leva poucos dias. Arrancou com o sentimento de esperança renovado. Com a certeza de que este há-de ser ‘um ano melhor ou pelo menos, igual’. E cheio das já habituais resoluções (algumas de última hora) e que só se cumprem durante duas ou três semanas. Em suma: o meu ano de 2014 começou assim. 

Este compasso durou pouco menos de três semanas. A esperança num ano e num Mundo melhor levou um tremendo murro no estômago. E fiquei (uma vez mais e para não destoar de 2013) desiludida com o meu país.

Somos um povo de ‘brandos costumes’. Pacatos, diria. Resignados (o que pode nem ser mau de todo mas que em excesso só nos manda para a ‘cauda da Europa’). Descobri que afinal não somos pelo amor. Somos pelo preconceito. E, quis-me parecer, que somos pelas crianças institucionalizadas. Ao invés de lutarmos por crianças felizes e socialmente integradas numa família adoptiva. Seja ela composta por casais heterossexuais. Ou por casais do mesmo sexo.

A proposta de referendo do PSD sobre a co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo foi aprovada, na última semana, com 103 votos a favor do PSD, a abstenção do CDS e os votos contra do PS, PCP e BE. 

A proposta levada a votação foi subscrita por oito deputados da JSD. Oito jovens políticos. Pequenos na idade mas gigantes na estupidez. Que me levam a acreditar que foram educados e criados em famílias dotadas de poucos valores como a fraca tolerância. 

O que choca. O que me choca. É perceber que são o futuro. E que, à semelhança do seu ‘brilhante’ líder laranja – um acérrimo ‘jota’, desprovido de carisma ou brilhantismo e que sempre viveu à sombra do aparelho partidário – poderão, um dia, tornar-se primeiro-ministro ou ministros deste país. 

Na minha opinião, os casais do mesmo sexo são perfeitamente capazes de educar uma criança. O amor está lá. A vontade de serem pais, também. E não há motivos para que desempenhem o papel de pai ou de mãe de pior forma, quando comparados com os casais heterossexuais. Quantas são as histórias que conhecemos, de casos, em que as crianças foram criadas e educadas pelos avós? Ou por uma mãe e por uma avó? Ou só pelo pai? A estrutura, dita convencional, de família, sofreu um forte rombo nas últimas décadas. E o fenómeno da proliferação de famílias monoparentais, por exemplo, é um dos sinais dos tempos. Temos crianças menos felizes? Menos capazes? Menos inteligentes? Não, não temos. Educar uma criança é um acto de amor. E o amor não está vinculado ao género ou às orientações sexuais dos indivíduos. 

A criança tem o direito a ter uma família e não deverá ser com base na orientação sexual de quem a quer adoptar que se aceita ou se recusa um processo de adopção. Está em causa a igualdade de todos perante a lei. E a sociedade portuguesa terá de se abrir aos novos modelos de família e terá de colocar sempre em primeiro, os superiores interesses da criança. 

Temos, ao que parece, um longo caminho a percorrer. 

A propósito desta questão, encontrei há dias, nas redes sociais uma frase que me pareceu interessante e bem elucidativa do que aqui está em causa: You know who had straight parents? Adolf Hitler. A tradução é qualquer coisa como: ‘Sabe quem é que teve pais heterossexuais? Adolf Hitler.’ E o resultado, como todos bem sabemos, foi catastrófico.

Votos de um Feliz 2014!

Actualizado em ( Quarta, 22 Janeiro 2014 15:40 )  
{highslide type="img" height="200" width="300" event="click" class="" captionText="" positions="top, left" display="show" src="http://www.oriachense.pt/images/capa/capa801.jpg"}Click here {/highslide}

Opinião

 

António Mário Lopes dos Santos

Agarrem-me, senão concorro!

 

João Triguinho Lopes

Uma história de Natal

 

Raquel Carrilho

Trumpalhada Total

 

António Mário Lopes dos Santos

Orçamentos, coisas para político ver?
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária