o riachense

Sexta,
30 de Setembro de 2022
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Este PS é para os "Antónios"

António José Seguro ganhou as últimas eleições para o Parlamento Europeu com uma margem de vitória de 31,45%. A surpresa chegaria, no entanto, no dia seguinte. António Costa enviou um sms ao secretário-geral do PS onde lhe pedia que reunissem. Estava insatisfeito com os resultados das europeias. Dez anos antes, o PS conseguia nas mesmas eleições 44,53% dos votos. Estávamos em 2004. António Costa passara a encabeçar a lista do partido depois da morte súbita de Sousa Franco em plena campanha. Foram dias complicados para os socialistas mas que culminaram numa expressiva vitória do actual autarca de Lisboa.

António José Seguro e António Costa têm um longo percurso nas estruturas partidárias do PS. São velhos conhecidos. Separa-os a experiência. Seguro nunca teve qualquer função executiva, ao contrário de Costa. Que ainda hoje tem um mandato autárquico.

Quando António Costa enviou o sms a Seguro, tinha já tomado a decisão – sozinho – de se candidatar à liderança do Partido Socialista. Anunciou-a publicamente, dois dias depois das eleições europeias. Quer-me parecer que na noite eleitoral, Costa lá fez as contas e percebeu que o PS de Seguro nunca conseguirá uma esmagadora vitória nas legislativas do próximo ano.

À semelhança de António José Seguro, que se congratulou pela segunda vitória do partido em “menos de um ano”, também eu não esperava uma crise no PS. Não agora. Mas encontro-lhe legitimidade. Ao longo dos últimos anos, tentei encontrar rasgo na actual liderança socialista. Sem sucesso. Nas eleições europeias repetiu-se a profecia das autárquicas. O PS ganhou. Mas por pouco. Venceu sem convencer. 

O Partido Socialista é o maior partido da oposição. E tem no governo de Pedro Passos Coelho e no PSD o adversário perfeito. Com fracos níveis de popularidade. Mas António José Seguro prefere passar a imagem do fraco líder. A continuar à frente do PS, o ritmo deverá manter-se nas próximas legislativas. 

Estas europeias foram um verdadeiro “balde de água fria”. Que deixa uma mensagem não só para os “Antónios” do PS como para todos os actores políticos do país. A política caiu em desgraça. Os eleitores estão cansados dos partidos no poder. E a confirmá-lo está a elevada abstenção. De resto, na Europa, assiste-se à ascensão de partidos de extremos e de cunho antieuropeísta.

É urgente fazer-nos acreditar. É urgente!

Actualizado em ( Quinta, 05 Junho 2014 10:14 )  
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