o riachense

Segunda,
24 de Setembro de 2018
Tamanho do Texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

José Trincão Marques

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Credibilidade e esperança 

Os resultados das últimas eleições europeias infligiram à coligação PSD/CDS que suporta o Governo uma derrota inequívoca, tendo estes dois partidos em conjunto menos 12,37% dos votos que obtiveram no mesmo acto eleitoral em 2009.

Os portugueses puniram severamente o Governo e as suas políticas irresponsáveis de empobrecimento generalizado, de ataque à classe média e de destruição do serviço nacional de saúde, da escola pública e da segurança social.

Em contrapartida, o Partido Socialista ganhou as eleições europeias alcançando 31,46% dos votos, apenas mais 3,75% que a votação da coligação de direita e mais 4,88% do que tinha tido nas europeias de 2009.

Ou seja, o PS não foi capaz de captar a maioria dos votos perdidos na hecatombe da coligação PSD/CDS. Mais, o PS perante uma crise económica e social sem paralelo em Portugal há várias décadas não conseguiu atrair nem mobilizar a maioria dos cidadãos que se abstiveram (neste acto eleitoral atingiram 66,16%), nem a grande quantidade que se deslocaram às urnas e votaram nulo ou branco (agora 7,47% dos votantes).

Estes resultados eleitorais deixaram o país num impasse e num bloqueio político que urge superar rapidamente, em defesa do interesse nacional.

O descrédito dos cidadãos nas instituições democráticas e nos agentes políticos é cada vez mais evidente, o que coloca sérios problemas à sobrevivência da própria democracia.

O PS tem todas as condições para se reforçar e para liderar de forma inequívoca a mudança política de que o país precisa e que os portugueses querem, com um Governo forte, capaz de defender os interesses nacionais na Europa, de promover o diálogo político, de mobilizar e envolver os cidadãos, de travar o retrocesso social, com uma nova visão estratégica nacional.

Portugal precisa de um PS forte, liderante, mobilizador, agregador, credível e que lhe devolva a esperança.

A disponibilidade de António Costa para se candidatar ao cargo de Secretário-geral do Partido Socialista é um acto corajoso e necessário para fortalecer o PS e mobilizar Portugal.

A gravidade da situação política e económica nacional exige urgência na solução da liderança do PS. 

Não devem ser questões formais, processuais ou estatutárias, de duvidosa sustentação jurídica, a travar uma urgente discussão democrática, aberta e franca sobre a liderança do Partido Socialista.

O bom senso e o sentido democrático devem prevalecer sempre na interpretação de qualquer norma jurídica estatutária ou processual.

Portugal está à espera do PS. Portugal precisa de credibilidade e de esperança.

 
{highslide type="img" height="200" width="300" event="click" class="" captionText="" positions="top, left" display="show" src="http://www.oriachense.pt/images/capa/capa801.jpg"}Click here {/highslide}

Opinião

 

António Mário Lopes dos Santos

Agarrem-me, senão concorro!

 

João Triguinho Lopes

Uma história de Natal

 

Raquel Carrilho

Trumpalhada Total

 

António Mário Lopes dos Santos

Orçamentos, coisas para político ver?
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária