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Domingo,
03 de Dezembro de 2023
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José Moreira

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Contributos para um Portugal melhor

Os diversos problemas com que se deparam as Pequenas e Médias Empresas (PME) e a luta que travam diariamente pela sua sobrevivência devem merecer a atenção de todos.
A sua importância no tecido empresarial, nem sempre é devidamente explicada mas a realidade é que existem 300 000 empresas deste tipo em Portugal, representando 99,6% do total de empresas e 75% dos postos de trabalho efectivos.
Na verdade, muitas destas empresas são geridas de forma empírica, ao sabor da intuição dos patrões, que como começaram a trabalhar muito cedo, não se apetrecharam dos conhecimentos de gestão necessários para tomar as melhores decisões de uma forma sistemática.
A sociedade deve reconhecer o valor destes homens, que não tiveram receio de arriscar, gerando riqueza e criando postos de trabalho. Por sua vez, estes empreendedores também devem ter a humildade de reconhecer que não sabem tudo e que poderão adquirir muitas ferramentas úteis se tiverem formação em áreas de gestão, em vez de insistirem em suportar a competitividade dos seus negócios quase exclusivamente nos baixos salários que pagam aos trabalhadores.
Se até aqui, o custo da mão-de-obra nacional era uma vantagem competitiva em relação aos outros países europeus, a abertura à Europa de Leste, mudou o paradigma e tornou os nossos trabalhadores dispendiosos. Torna-se portanto fundamental evoluir dos sectores de actividade de mão-de-obra intensiva, para empresas de base tecnológica que se distingam pela diferenciação e pelo valor acrescentado da sua actividade.
Para potenciar essa transformação, proponho que mediante o volume de investimento em Formação e em Inovação e Desenvolvimento, as taxas de IRC aplicadas às empresas sejam divididas por escalões e possam diminuir até aos 18% nas PME e 20% nas grandes empresas. Por exemplo, uma empresa que invista até 2 % do volume de facturação nestas áreas estaria num escalão. Se investisse entre 2 e 4% noutro e por aí fora.
Esta medida não só incentivaria o investimento em formação e na investigação (onde continuamos a estar muito atrasados), como acima de tudo esses investimentos seriam muito mais eficientes pois focar-se-iam nas reais necessidades das empresas e deixariam de estar condicionados aos formatos desajustados dos projectos co-financiados pela Europa, como acontece até agora.
Se complementarmente, o Estado pagar o que deve a tempo e horas e começar a cobrar o IVA no momento em que as empresas efectivamente recebem e não no momento em que facturam, creio que Portugal tornar-se-ia novamente atractivo aos olhos dos investidores nacionais e estrangeiros.
No dia em que os empresários deixarem de fechar fábricas em Portugal para as irem abrir na Roménia ou Eslováquia, estaremos no bom caminho.
No dia em que nós nos sentirmos aliciados a arriscar, a constituir a nossa própria empresa e a criarmos postos de trabalho, teremos encontrado a solução…

 

 

Actualizado em ( Quinta, 24 Setembro 2009 14:31 )  
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