o riachense

TerÁa,
11 de Dezembro de 2018
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Ana Paula Lopes

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Sinto-me verde

Viver neste mundo 

Não nos sentimos todos mais verdes? Com a nossa consciência ecológica mais tranquila? 
 
Também na doutrina ambiental se vendem indulgências… Podemos ser poluidores natos, consumidores frenéticos, fãs de tudo o que é descartável, amantes do plástico e inconscientes no uso de tecnologia mas vamos pagar os sacos de plástico mais caros da Europa e isso deve-nos valer a remissão dos nossos pecados. Os ecológicos, claro.
 
Se juntarmos a esta medida eco‚Ķ l√≥gica (n√≥mica) o novo imposto (verde!!!) sobre o combust√≠vel, vamos poder exigir ao planeta que mantenha as cat√°strofes resultantes das altera√ß√Ķes clim√°ticas ‚Äď cheias, secas, frio polar, trombas de √°gua e granizo - bem longe de Portugal! Afinal aqui pagam-se impostos verdes!¬†
 
Ainda em relação aos sacos de plástico é possível mudar hábitos e alertar consciências de outras formas. A educação ambiental costuma ser o caminho encontrado pelas sociedades desenvolvidas.
 
Ainda que reconheça que a introdução de um custo no uso de sacos de plástico resulte na moderação do consumo e na alteração de rotinas, dez cêntimos não é moderação, é extorsão! Não se trata de economia sustentável mas economia sustentada… sustentada por impostos. E não vale a pena dizer que só falta tributar o ar que respiramos … pois o ar que se respira dentro da minha casa está sujeito a IMI! O que faltará então tributar?
Se ainda vivêssemos no tempo de Sócrates provavelmente descobriríamos um seu amigo dono de uma fábrica de plásticos.
 
Ainda em rela√ß√£o ao imposto verde sobre o combust√≠vel‚Ķ Qual √© o seu objectivo? Tamb√©m pretende mudar rotinas e h√°bitos? Diminuir ou dissuadir o consumo? Com que alternativa? Apanho o metro para fazer os cinquenta e oito quil√≥metros que separam a aldeia onde vivo da aldeia onde trabalho? Ser√° que os nossos dirigentes t√™m no√ß√£o do que s√£o as acessibilidades e a mobilidade das pessoas que vivem e trabalham em meios pequenos no interior do pa√≠s? Transportes p√ļblicos?! E o incentivo √† compra de carros el√©tricos? Isso sim seria mais dissuasor do consumo f√≥ssil. N√£o me atirem terra para os olhos, diria Jorge Jesus. Eu digo que n√£o usem pretextos s√©rios que exigem reflex√£o e medidas consubstanciadas para arranjar subterf√ļgios, formas de tapar buracos e arranjar dinheiro √† pressa para compensar as ced√™ncias que far√£o em ano de elei√ß√Ķes.

Actualizado em ( Quinta, 05 Fevereiro 2015 12:00 )  
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