o riachense

Quarta,
24 de Julho de 2019
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João Luz

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PS Torres Novas - 10 /JF Riachos - 0

O grupo político mais votado pelo eleitorado riachense renunciou às suas funções. Foi uma decisão conjunta e extensível a todos os elementos que o constituíam. Será definida uma data para se realizarem eleições para a Assembleia de Freguesia, que coincidirá com as eleições legislativas. São públicas as razões apontadas para a renúncia, merecendo de todos nós a sua compreensão. Ao longo dos dezoito meses em exercício, acumulou-se desgaste e cansaço perante a inoperância de uma gestão municipal que cada vez mais dá sinais de completa desagregação.
 
De facto, não se consegue fazer um trabalho político minimamente sério em Riachos, nem no concelho, face ao contínuo bloqueio por parte da maioria socialista. As chefias atrasam processos, não dão respostas concretas em tempo útil, tudo o que diz respeito a Riachos se arrasta e se deixa guardado dentro de gavetas. Isto asfixia uma comunidade, levando-a à situação degradante em que vivemos. Se virmos bem, quem não consegue arrumar a sua própria casa muito dificilmente o faz na casa do vizinho. O estado em que se encontra a cidade de Torres Novas é uma evidência disso mesmo: casas em escombros, obras incompletas e controversas, fachadas emparedadas, baldios abandonados, um rio maltratado.
 
O esforço político colocado na relação entre os membros da Assembleia de Freguesia de Riachos e a Junta viu-se assim defraudado. Desde as últimas eleições em Setembro de 2013, o trabalho desenvolvido procurou sempre tornar Riachos um lugar melhor, mas a maioria socialista da Câmara não quis que assim fosse. Não será um alinhamento partidário entre a Junta e a Câmara que irá resolver os muitos problemas que nos afectam. Não foi assim no passado, portanto, agora muito menos. Os socialistas mentem descaradamente, mas com um sorriso; dizem sim a tudo, mas pouco ou nada avança na prática; todas as decisões são jogadas no xadrez partidário, esquecendo as reais necessidades da população em geral, que, afinal, foi quem os elegeu. Ora aqui está o resultado dessa eleição.
 
A renúncia do GRUPPO será vista na sede autárquica como uma quebra dos riachenses. Tem sido assim nas últimas décadas. O anterior presidente da Junta de Riachos chegou ao ponto de ser ele mesmo a cortar ervas com as suas próprias mãos. Será isto visto como um gesto dignificante? Pelo contrário. É este o grau de humilhação que os socialistas torrejanos impõem a Riachos. Socialistas na Câmara e na Junta não é, em face de factos, uma solução para qualquer das partes. A maior das ironias é que os autarcas socialistas não governam; o que em rigor fazem é oposição; oposição às propostas apresentadas por Riachos, oposição às soluções defendidas pelos representantes politicos dos riachenses; oposição à melhoria da qualidade de vida na nossa vila e um pouco por todo o município.
 
Faço a mim mesmo as mesmas perguntas, repetidamente: será que não está à vista de todos os graves problemas causados pela maioria socialista? Será preciso termos ainda mais abandono das populações, mais gente a sair daqui porque aqui não consegue viver, mais taxas municipais a pagar, mais impostos municipais a pagar, mais atentados aos nossos recursos naturais? Ouvimos afirmações como “não existem alternativas capazes”. Perante isto, sou levado a pensar que qualquer alternativa não consegue fazer pior do que está a ser feito. As diferenças de perspectiva são estas: ou olhamos para um copo quase vazio e achamos que sempre tem alguma coisa no fundo, ou percebemos que nos contentamos com muito pouco. Em Riachos e no município falta fazer tudo, porque o tempo traz-nos constantemente novas exigências, novos desafios, novos problemas e novas formas de encontrar soluções.
 
Riachos é a nossa terra, um lugar que nos viu nascer, crescer. Fomos, voltámos, estamos cá porque acreditamos na ideia de comunidade, de vivência colectiva, porque imaginámos sempre que esta podia ser uma vila da qual nos orgulhamos. Infelizmente, há forças que se opõem a esta simples pretensão, que é justa. Até Setembro vai voltar o circo de promessas políticas, de jogadas de poder, de falsos sorrisos e de palmadinhas nas costas. O mesmo de sempre. E nós, continuamos como sempre?

Actualizado em ( Quinta, 30 Julho 2015 11:22 )  
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