o riachense

Segunda,
22 de Julho de 2019
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Luís Mota Figueira

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Uma ideia para Riachos

O futuro de Riachos na Sub-Região do Médio Tejo: breve reflexão

Em qualquer processo de Desenvolvimento estratégico estão presentes o Território, as Pessoas e as Organizações. A Sustentabilidade (económica-social-ambiental) convoca-nos. Quanto à questão colocada pelo André Lopes:

1. A Vila de Riachos é portadora de Valores, de Talentos e de Obras (passados, actuais e emergentes). 

2. Riachos reúne competências que podem contrariar a deficiente gestão municipal (com o histórico de todos nós conhecido). Há que lançar iniciativas diversas (observando, todavia, o enquadramento jurídico-municipalista), explorando possibilidades e limites.

3. A acção dos “Jovens Construtores” dinamizada pelo Joaquim Alberto (permita-se-me este tratamento mais informal para com este Riachense mas a sua acção foi premonitória e merece-me referência especial) aconteceu muito antes do actual Erasmus e congéneres. Por outro lado, a Geminação com outras localidades, a afirmação dos nossos Criadores, para além de outras Iniciativas, ilustram capacidades e competências distintivas. 

4. O Património histórico e a Criação contemporânea personalizadas por Pessoas e por Organizações estimulam o processo de governança local? Sim! O papel da Escola, em todos os seus níveis, é indispensável neste contexto? É!

5. Riachos precisa tratar melhor o seu Território. As margens do rio Almonda aguardam projectos que reforcem a identidade local e regional (predominantemente agrícola) e a qualidade de vida. O rio pode tornar-se outro pilar da vida social e económica (o terreno doado não pode ser visto apenas como parque de merendas, porque pode ser muito mais que isso…). 

6. O combate à Poluição, a criação de Ciclovias (corredor pedonal entre Riachos-Torres Novas e outros destinos), bem como o apoio à Produção empresarial e à Produção cultural, o incentivo e suporte da Junta de Freguesia à Programação cultural partilhada entre Organizações, etc., são eixos a considerar.

7. Temos uma longa tradição de Trabalho e de Cultura. Usar a capacidade de mobilização cultural e respeitar as heranças das nossas instituições (aproveitar os conhecimentos dos mais velhos), enriquecendo-as com novos contributos e Inovação (aproveitar os conhecimentos dos mais novos) significa posicionamento distintivo.

8. A matriz sacra (génese identitária e clímax na Bênção do Gado) quanto civil (Associativismo, Empresariado e vivência quotidiana) sustentam-se em Organizações capazes para liderarem nos seus sectores, no conjunto regional a que pertencem. A criação e desenvolvimento de empreendimentos empresariais e culturais com base em novas tecnologias e novos procedimentos (e investigação aplicada de apoio) são necessidades a prover? São!

9. A valorização da Cultura material e imaterial, dos Produtos da terra, das Artes plásticas, cénicas, filmográficas, literárias, musicais, etc., nervos do tecido social identitário da nossa ruralidade/urbanidade, é estratégica. 

10. O fomento para a criação de emprego, mormente de produção empresarial cultural, não é utópico… O diálogo da autarquia com os fregueses contudo é crítico, no futuro que queiramos construir;

11. Riachos, referência agrícola tradicional e da emergente “agricultura de precisão”, pode ambicionar mais? Pode! Na Economia, distinguimo-nos pela Criatividade e Trabalho das Pessoas aqui nascidas e das que aqui aportam e se fixam.

12. A Diáspora também é pilar incontornável da nossa identidade e tem muito a transmitir-nos. 

13. Todos os projectos requerem medidas de política. Valorizar recursos materiais e humanos e responder a Oportunidades (que também teremos que saber provocar) exige forte e competente liderança política. É necessário utilizar as competências colectivas (que são muitas, se as inventariarmos por sectores de actividade…). 

14. Deveremos ser capazes de fazer diferente, fazer melhor, com Futuro, sem temer os eventuais conflitos que as mudanças sempre geram? Sim! 

15. A relevância de Riachos na Sub-Região do Médio Tejo implica esforço e a participação de cada um de nós. Por mim estou disponível, pessoal e profissionalmente, para esse desafio.

Luís Mota Figueira

Director Técnico do Museu Agrícola de Riachos e Casa-Memorial Humberto Delgado, de Brogueira

Professor Coordenador do Instituto Politécnico de Tomar

Actualizado em ( Quinta, 03 Setembro 2015 12:21 )  
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