o riachense

Sexta,
13 de Dezembro de 2019
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Dina Ferreira

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Uma ideia para Riachos … ou… ideias sobre Riachos 

Falar ou escrever sobre Riachos não é muito fácil para quem aqui nasceu, cresceu, saiu (por pouco tempo) e voltou, escolhendo esta terra para viver. Falta o distanciamento necessário! Ou talvez isso possa ajudar a refletir sobre a situação atual desta nossa terra.
 
Riachos passou por imensas transformações nos últimos anos, nas últimas décadas: passou de grande aldeia com uma individualidade e características muito próprias a pequena vila que tenta a todo o custo sobreviver ao esquecimento a que tem sido votada pelo poder local. Passou de uma terra dotada de indústrias e empregadores para um quase deserto empresarial e comercial, que não fornece aos seus habitantes (jovens ou não) opções de trabalho, de sobrevivência, de qualidade de vida.
 
Como reagir? Como evitar este abandono, esta indiferença pela história e pelas necessidades de munícipes, também eles votantes, mas cada vez mais desinteressados e mais afastados da política local, por impotência, pela sensação de que nada vale a pena, pois o apoio superior, que é fundamental, não vem, e quando vem, é escasso e não resolve a maioria dos problemas.
 
Problemas como o colorido intermitente que polvilha o rio Almonda ou o aroma fétido de algumas manhãs ou fins de tarde riachenses; problemas como os passeios desde sempre prometidos mas nunca concluídos, ou os arruamentos, o saneamento,… e tantos outros sobejamente conhecidos de todos. 
 
Os obstáculos à concretização de projetos em Riachos e a falta de soluções devem-se em grande parte à falta de investimento do município, até porque a cidade está antes de tudo, a cidade está acima de tudo! Tem sido esta a palavra de ordem dos últimos mandatos camarários. Pouco se tem feito nesta terra… pela Câmara, claro! 
 
Senão, vejamos: temos as Escolas, ótimo, são um bem que devemos preservar e que foram objeto de boa intervenção nos últimos anos. Mas é só. Não se contam mais edifícios públicos ou infraestruturas aqui criadas nos últimos tempos. Temos um “Pavilhão Municipal em Riachos”, pertença da Câmara, obviamente, mas construído em grande parte graças ao espírito empreendedor e voluntarioso de muitos riachenses. Mesmo assim, não está acabado! Quantas vilas mais pequenas que Riachos dispõem de piscinas ou outras ofertas para a juventude, de parques desportivos, de sanitários públicos decentes, de cinema, de casa de cultura ou salão cultural ou seja o que for que dignifique os espetáculos realizados! Nós temos a velhinha Casa do Povo, que vai desempenhando as suas funções o melhor possível mas que não chega para a enorme quantidade e qualidade de eventos culturais e para a dinâmica associativa que aqui existe. Há outras salas, mas privadas, e isso não nos basta!
 
E se falarmos de desporto, vejamos o que recentemente aconteceu ao Clube Atlético Riachense, clube de enorme riqueza e longa história, forçado a acabar com as equipas jovens por falta de espaços de treino e de infraestruturas dignas. 
 
O associativismo foi sempre uma mais-valia em Riachos. Coletividades como o Rancho Folclórico, a Sociedade Velha Filarmónica, a Sociedade Columbófila, o Clube Atlético, e tantas outras, com menos tempo de vida mas mérito e empenho, contribuíram e continuam a contribuir para a manutenção do que nos caracteriza: a alma riachense, a garra, a dinâmica, que há décadas permitiu a muitos riachenses arregaçar as mangas e construir o vasto espólio associativo e cultural de que dispomos. 
 
O afastamento dos jovens por falta de futuro parece estar a conduzir-nos também a uma perda de identidade e a reduzir as possibilidades de investimento pessoal desses mesmos jovens na sua terra. Acredito que não lhes falte a vontade, mas faltam-lhes os meios para porem em prática as ideias que certamente terão. O fraquíssimo investimento da Câmara Municipal em Riachos nos últimos anos tem levado à progressiva redução da fixação desses jovens e ao esquecimento dessa unidade a que se chama alma riachense. 
 
Mas ela existe e acredito que com as medidas certas possa renascer e trazer a esta terra o desenvolvimento e a dignidade que as suas gentes merecem. Mas acredito também que, sem euros, sem apoios, seja difícil mantê-la.
 
É preciso criar condições para evitar o afastamento dos nossos jovens, com investimento do poder local, com apoios municipais, com descentralização de poderes e de verbas, Junta e Câmara agindo de forma concertada. É preciso agir em função das populações e não apenas da política. 
Será que para uma Câmara Municipal não é motivo de orgulho contar entre as suas freguesias com uma vila como Riachos e contribuir para o seu desenvolvimento e para a satisfação dos seus habitantes? 
 
O contributo de cada um de nós pode ser dado já no próximo domingo…votando e escolhendo, das opções apresentadas, um caminho para a nossa terra…

 
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