o riachense

Quinta,
24 de Setembro de 2020
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António Mário Lopes dos Santos

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Que falta nos faz um Bordalo Pinheiro!

Interessante se torna verificar como o ressabiamento provoca a incoerência. Já nem falo da linguagem de carroceiro dum vereador, ex-ministro do CDS de Santana Lopes que, na data de fim do seu mandato, andou a aprovar a destruição de sobreiros para empreendimentos turísticos. Nem da linguagem new age do sofisticated boy irrevogável Paulo Portas, não sei se de regresso duma viagem dos submarinos alemães que muita tinta e pouco sumo até agora promoveram, se de outras, à moda de Mário Soares, a vender a comunistas chineses capitalistas o que discorda do pensamento comunista português, a nacionalização dos CTT, pela chinezação dos mesmos; ou os vistos gold das negociatas postas a nu e colocadas em tribunal. Nem da linguagem de caserna dum ex-ministro que recusa chamar primeiro-ministro ao que o é, com assinaturas do presidente da República e daquele, em sessão pública presidencial, legalizando o cargo, mas assume como deputado rejeitar (o que lhe é legítimo) o programa do governo desse próprio primeiro-ministro que não reconhece, na Assembleia da República. Dois mais dois para quem nunca foi responsável pelos cursos de formação que coordenou, se esqueceu de que pagar impostos é uma obrigação de cidadania, nunca são quatro, mas algo que o seu padrinho Ângelo Correia lhe poderia ter ensinado - as revoluções não se fazem com pregos, mas com gente. Talvez se fique pelas queixinhas à sua madrinha germânica, quem sabe, ou vá ensaiando o discurso para o futuro presidente ou presidenta, eleições já, senão zango-me. Aconselho-lhe a leitura e/ou audição de dois apaniguados combativos, Vasco Pulido Valente e António Lobo Xavier. É gente que sabe muito da poda política. Se não forem capazes de lhe ensinar a matemática elementar que escapa â sua capacidade de raciocínio, ao menos seguir, do primeiro, o bota abaixo rosnador treinado no Gambrinus, do segundo o manual de etiqueta com que se instalou, como eu gostaria de saber como, no conselho de administração de O Público e quadrilheiro de direita na Quadratura do Círculo, que funciona exactamente como aquilo que acabou com este governo - só para o arco da governação. Administrador de administrações diversas, representante no Porto duma das mais importantes sociedades de advogados que tratam a política e os governos por tu, é um bom consultor, senhor deputado Passos Coelho, para o fundamento dos seus projectos políticos.

O que vi em directo na TV Parlamento (é uma chatice para a direita, o directo. Salazar era mais esperto. Orgulhosamente sós, menino, e nunca se encontrava o Botas, já lá tinha ido. E Marcelo, não o Rebelo, o Caetano, com as suas Conversas em Família, como se fosse o procurador de todos os portugueses, mas longe do contraditório, que a Censura e a PIDE acautelavam) - foi uma trauliteira tentativa de reinventar a União Nacional num parlamento democrático. Um PSD incapaz de roer a cenoura que o burro do povo lhe tirou da frente, a ver-se a ter de entregar o que, durante estes anos de chumbo, foi a sua coroa de sobranceria, conta bancária, cargos de fundação e administração, um venha a nós o vosso reino, de que o ex-agente das secretas Silva Carvalho, em tribunal, foi dizendo como e com que objectivos trabalhavam as ditas portuguesas, da responsabilidade do ex-primeiro ministro Passos Coelho. Um CDS, por outro lado, que nem coragem tem de se apresentar autonomamente às eleições, não vá sair-lhe a rifa dum jogo de berlinde com meia dúzia de militantes. Estou ainda por perceber a coerência como pode ser constitucional e votar segundo os seus artigos, um partido que recusou a Constituição, votando contra. Coisas do Senhor, dos seus mistérios divinos, com que tão mal se têm dado os Papas, no Vaticano, quando não obedecem aos princípios cristãos democratas dos sucessores de Jiulio Andreoti e dos negócios do Banco do Vaticano, arriscando-se a integrar a lista dos que foram tratados pela receita dos Bórgia.

Por mim, que apoio estes acordos com o governo PS, e me preocupa mais a aceleração, do que o coração defende, da juventude do BE, do que a razão me demonstra, a sagesse do PCP, de que nem tudo nem todos duma vez só, desejo que estes deputados do CDS e do PSD, com Portugal na lapela e o livro de cheques no bolso, continuem com esta raiva de adaga de pirata entre os dentes e as deputadas, de faca na liga, à espera dum D. Sebastião da TroiKa enviado por Merkl, para pôr esta rapaziada portuguesa na ordem. 

Como devem ter saudades dum Santos Costa ou dum Kaulza de Arriaga!

Faço figas para que não mudem, mostrem a sua raiva, não reconheçam o actual governo, usem a linguagem fascista dos émulos salazaristas ressuscitando o Politburo, Estaline, acusem o PCP de ser o chefe secreto do governo PS, e não os aconselho a voltarem à injecção atrás das orelhas para matar os velhos, porque da mortandade da terceira idade e do suicídio, miséria e sofrimento de tantos portugueses não se escapam do julgamento da história. Quando forem para caçar o lobo, não ignorem que, como mostrou Aquilino, quando os lobos uivam, é bom saber se os guarda-costas ainda lá se encontram.

Continuem, Vossas Excelências, continuem…

5 de Dezembro de 2015
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António Mário escreve sempre às quintas-feiras em www.oriachense.pt

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Actualizado em ( Domingo, 06 Dezembro 2015 22:28 )  
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