o riachense

Quinta,
19 de Outubro de 2017
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Poluição da Boa Água continua impune e sem fim à vista

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Com as margens limpas, a poluição fica mais à vista. Fotografia tirada no dia 19 de Novembro

A poluição nas linhas de água que atravessam o Ribatejo, em particular o Tejo e o Almonda, tem sido um dos temas questionados ao governo na Assembleia da República, quer em termos de actuação ministerial quer quanto aos recursos para a combater contemplados no Orçamento de Estado.

Pelo menos os deputados Hugo Costa (PS) e Duarte Marques (PSD) levantaram recentemente estas questões, no âmbito da proposta de Orçamento, defendendo ambos maiores recursos quer para acções de despoluição quer para permitir a modernização das empresas cuja actividade constituir uma fonte poluidora.
Da bancada socialista, os deputados eleitos por Santarém colocaram algumas questões no mesmo sentido, dirigidas particularmente ao Ministério do Ambiente e à sua inércia quanto ao problema da ribeira da Boa Água, sem que até agora se tenha conhecimento de novas acções por parte da tutela.

Câmara mantém o não reconhecimento do interesse público à Fabrióleo e limpa parte da ribeira
A Câmara de Torres Novas manteve a sua recusa no reconhecimento de interesse público municipal à Fabrióleo, empresa sobre a qual recaem as acusações de ser a principal poluidora da Ribeira da Boa Água. Este reconhecimento municipal é essencial para a regularização das situações ilegais que têm sido detectadas na unidade fabril, ao abrigo de condições legislativas excepcionais que permitem regularizar o estatuto das empresas que operam sem o devido licenciamento ambiental.
A autarquia já tinha tomado esta decisão em Dezembro do ano passado, perante requerimento da Fabrióleo para beneficiar daquela legislação, mas perante uma conduta reiterada de ilegalidades e do que foi considerado como atitude de “má-fé”, a Assembleia Municipal decidiu por unanimidade recusar essa declaração, decisão que agora foi reafirmada pela Câmara Municipal.
Entretanto, e cumprindo um compromisso público do presidente Pedro Ferreira, a Câmara procedeu já à limpeza das margens da ribeira, num troço de alguns quilómetros, embora esta intervenção pouco tenha aliviado os cheiros e o mau aspecto que continuam a ser a imagem de marca desta linha de água.
speremos para ver! 
Actualizado em ( Quinta, 24 Novembro 2016 12:54 )  

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