o riachense

Domingo,
25 de Fevereiro de 2024
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Raquel Carrilho

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Riachos contemporâneo

"É preciso “educar o povo”, diz-se, eu cá digo - é preciso mostrar ao povo. Mas para que isso aconteça são precisos espaços, infra-estruturas dignas"

Ultimamente tem-se discutido muito a cultura riachense. E tem-se discutido, de facto, porque há pessoas que a ela se dedicam. O que não há, e não é novidade para ninguém, é apoios. Mas dessa discussão todos estamos fartos. O que me traz hoje a este jornal é a falta de conhecimento dos próprios riachenses em relação à produção cultural e artística proveniente das gentes de cá. Todos apreciamos, e temos orgulho, na nossa excelente Banda Filarmónica, no nosso aclamado Rancho Folclórico e outras associações e colectividades riachenses de qualidade, que nos são familiares. No entanto, que conhecemos nós para além disso? Basta a existência destas entidades fortemente ligadas à tradição popular, e respectivas actividades, para nomear Riachos uma terra das arte e da cultura? A mim não me parece. E digo-o sem qualquer desprimor aos acontecimentos culturais que frequentemente assistimos. Mas a cultura não se faz apenas da tradição e do popular, cultura significa também evolução, o mundo assim o exige.

Vivemos hoje numa cultura contemporânea, diversificada, complexa, onde o fenómeno simbólico da arte é marca registada de uma sociedade. E em Riachos há gente que não pára, que desenvolve a sua arte que se inscreve nos mais diversos géneros e movimentos que existem por todo o mundo. Os que de cá saem com algo para mostrar, desde a música, teatro, dança, vídeo, fotografia, pintura, etc., levam sempre um pouco de Riachos também. E por esse motivo gostaria de ver a minha terra a aproveitar as características que a identificam, combinando com o que de mais recente se faz na esfera cultural e artística, exposto e divulgado cá.
É preciso “educar o povo”, diz-se, eu cá digo - é preciso mostrar ao povo. Mas para que isso aconteça são precisos espaços, infra-estruturas dignas. E por este ‘Riacho’ adentro sabemos que existem muitos lugares que podiam ser muito bem restaurados e utilizados. Não digo que os artistas e gente ligada à cultura queiram tornar Riachos numa metrópole cultural, mas a verdade é que não há, no mínimo, condições nem oportunidades, tão pouco, para que possamos apresentar manifestações contemporâneas na terra que nos viu nascer. E é uma pena, porque a arte não serve só para entreter.

                      

Actualizado em ( Quinta, 08 Outubro 2009 15:51 )  
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