Saíram pela primeira vez de Lisboa, onde há menos de um ano saíam pela primeira vez da sala de ensaio. São três em palco, às vezes acompanhados por um quarto elemento, encarregue das imagens que projectamos nas nossas cabeças.
Em Torres Novas, numa noite que poderia estar mais cheia, não fossem os três euros de consumo obrigatório, eram mesmo só os três. Dois músicos competentes na sua missão: dar a cama, através da guitarra, baixo, baterias programadas e teclas de quando em vez, a uma voz, ora cândida, ora selvagem e bruta, prestes, por vezes a expelir lava. Uma voz, que a certa altura do concerto, dizia não ter identidade.
Guta Naki é um nome a guardar por algumas razões. Assim de repente, podemos enunciar duas ou três: Tem muita identidade, sim senhor. Basta ver ou ouvir; A não habitual força da poesia destas canções, simples, que contam histórias de três minutos, que nos absorvem; a expressividade de Cátia Pereira, o tal vulcãozinho nervoso.
O concerto não foi longo, mas foi suficiente para ficarmos com sede de mais Guta Naki. E em breve parece que vamos ter novas da banda lisboeta. Estão a gravar material que contam vir a editar no primeiro trimestre do próximo ano. Por enquanto disponibilizam em www.myspace.com/gutanaki quatro propostas da sua direcção musical.






