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Quarta,
01 de Fevereiro de 2023
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Entrevista a Jorge Pereira, Presidente do Atlético

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O Atlético Riachense já realizou duas assembleias-gerais para a eleição de novos corpos sociais mas não surgiu qualquer lista de candidatos. O presidente Jorge Pereira está de saída e diz que os sócios que há um ano se manifestaram contra a decisão de abdicar da subida à 3ª divisão nacional, podem agora tomar os destinos do clube.

 

O Atlético Riachense tem conquistado vários títulos nas diversas modalidades, mas a nível directivo tem existido dificuldades em formar novos corpos sociais. Qual o motivo deste aparente distanciamento dos sócios?
A gestão do Atlético tem funcionado na perfeição. Os directores têm feito um excelente trabalho e a prova disso é a estabilidade financeira do clube. A falta de pessoas novas na direcção tem muito a ver com a conjuntura que se vive actualmente: existe falta de apoios e os sócios têm manifestado indisponibilidade para o associativismo. As pessoas têm algum receio em aceitar cargos directivos porque podem ser responsabilizados por atitudes que tomam com dificuldades e sem preparação. Fazem-no na boa fé e muitas vezes acabam por ter dissabores, como tem acontecido noutros clubes que enfrentam problemas com as finanças. Isso leva a que as pessoas se afastem. Os sócios assistem aos jogos, apoiam o clube, mas há cada vez menos pessoas interessadas em assumir cargos directivos.

A possibilidade de regressar à 3ª divisão poderá alimentar a desunião nos sócios e até criar problemas na formação de uma lista?

Não. No ano passado existiram alguns sócios com opiniões discordantes, que preferiam a subida, mas dentro da direcção conseguimos chegar a um consenso depois de alguma discussão. Hoje, ninguém tem dúvidas que foi a melhor solução para o Atlético. Agora, as condições são diferentes, mas será importante discutir o futuro do clube. Quando se pensa em ocupar lugares directivos é preciso pensar no futuro a longo prazo, e não no imediato e muito menos nos resultados desportivos do futebol sénior. O clube tem 78 anos de vida e há-de continuar por muitos mais. É importante que as pessoas percebam que este clube não vai fechar, nem acabar, nem cai r num vazio directivo. Vamos encontrar pessoas com projectos que permitam continuar a viabilizar o clube com estabilidade, seja no distrital ou no nacional.

Na época passada, alguns sócios criticaram a direcção por ter abdicado da subida. Está na altura desses sócios apresentarem uma lista para gerir o clube?

A nova direcção terá toda a legitimidade para decidir o futuro do clube e pretendemos que os sócios possam usufruir daquilo que não puderam na época passada. Independentemente das condições actuais e dos projectos futuros, o mais importante é que as pessoas que no último acto eleitoral se mostraram disponíveis para formar uma direcção, manifestaram que não o poderiam fazer porque o futuro da equipa sénior já estava traçado e porque as contas não estavam em dia, devem aparecer e assumir essa responsabilidade pois têm agora todas as condições para definir o futuro.


Mas este ano, existe a atenuante de o clube poder ser relegado para a 2ª distrital, caso abdique da subida à 3ª divisão nacional…
A próxima direcção que assumir os destinos do clube é que deve ter um projecto adequado à 3ª divisão ou à descida para a 2ª divisão distrital, se recusar a subida.

 

 

 Saldo positivo de 13 mil euros

Qual a situação financeira do Atlético?
Está perfeitamente estabilizada. O clube não tem dívidas às finanças, a atletas ou a treinadores. Temos contas correntes com fornecedores e prestadores de serviços que são normais e estão dentro dos prazos. Temos verbas a pagar, mas também temos a receber e o que temos a receber é superior ao que devemos. Só o que a Câmara Municipal de Torres Novas nos deve é suficiente para pagar a fornecedores. Temos 25 mil euros a receber e temos uma dívida de cerca de 12 mil euros. Tivemos uma reunião em Janeiro com o vice-presidente Pedro Ferreira onde foi estabelecido um plano de pagamento de subsídios anteriores à actual temporada e esse plano está a ser cumprido. Convém também salientar que a Câmara ainda não atribuiu os subsídios para a época 2009/2010.
Por outro lado, poucos clubes se podem gabar do património que o Atlético tem, como um estádio próprio que é um activo importante.

Parte do subsídio camarário é atribuído em face das várias secções do Atlético, mas no início da época a direcção não dividiu essa verba pelas secções, o que motivou algumas queixas…
Isso não é verdade. As verbas sempre foram distribuídas pelas secções. Ainda estamos a receber o subsídio de 2008/2009 e só na época 2009/2010 é que as secções passaram a ser autónomas. Mas com isto não quero dizer que não existam custos suportados pela tesouraria do clube, como transportes, seguros, inscrições e utilização das instalações.

Qual é o balanço que faz de cinco anos à frente do clube?

O Atlético está claramente melhor do que quando cheguei por duas razões principais: tem mais atletas, principalmente na formação, que foi esquecida pela anterior direcção, e tem a situação económica e financeira completamente estabilizada, aliada a um histórico de resultados desportivos que nunca tinha sido conseguido.
Por outro lado criámos mais infra-estruturas para a prática desportiva, onde destaco o campo de Casais Castelos, que apesar de não ser nosso, temos um protocolo de utilização para dez anos. Foram feitos benefícios para a prática de atletismo junto ao pavilhão e foi criado um ginásio com material do clube. Também equipamos um posto médico e no Estádio Coronel Mário Cunha também foram feitas algumas melhorias como a conclusão do topo poente, reboco do muro e principalmente, a renovação dos balneários. Esta direcção está de consciência tranquila por ter feito um trabalho razoável ao nível da melhoria dos equipamentos desportivos.

Apenas razoável?
Sim, porque admito que gostaria de ter feito mais, pois actualmente o Atlético precisa e merece um complexo desportivo integrado que não tenha equipamentos dispersos. Temos, por exemplo, três postos médicos, no pavilhão, no Coronel Mário Cunha e outro no campo de Casais Castelos, o que dificulta e encarece a sua gestão e utilização. Devíamos ter um complexo desportivo como têm os nossos vizinhos do Entroncamento. Tenho pena de não termos feito mais por isso ou pelo menos lançar as bases para a concretização desse projecto. Ainda tivemos alguns compromissos com a Câmara Municipal que se comprometeu a ajudar-nos em arranjar um terreno nos Casais Pinheiros para construir um novo complexo. Mas também sabemos que a situação económica e financeira actual inviabilizou a execução deste desígnio porque tínhamos a intenção de fazer um projecto imobiliário nos terrenos do actual estádio, mas a conjuntura nacional e internacional travou essa ideia.

Mas será um projecto que futuras direcções poderão continuar a cozinhar…

Cada direcção tem um projecto próprio que poderá ser diferente do nosso, mas continuo a defender que o importante era criar um complexo desportivo que integrasse todos os equipamentos. Por outro lado, se calhar já não faz sentido ter um relvado natural por causa do preço que a água poderá atingir.

Actualizado em ( Quarta, 31 Março 2010 14:31 )  
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