o riachense

Quarta,
16 de Agosto de 2017
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Mária Pombo

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Destino

Sou ainda tenra nestas coisas da opinião. Leio umas coisas, procuro outras, penso em todas elas.
Não gosto de ler, sobre um autor, sempre os mesmos temas, nem sempre as mesmas características na escrita.
Enquanto “criadora” de textos, também não gosto de seguir essa linha. Gosto de experimentar, de descobrir, de me atrever…
O que proponho, hoje, é um exercício reflexivo.
Ao longo dos tempos, tenho-me perguntado acerca de imensas coisas. Coisas banais do dia-a-dia. É no que dá ser curiosa e pensante, por natureza.
Destino… A palavra que proponho é esta.
Vou ao dicionário e encontro várias definições:
“ 1. Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável. = FADO, FORTUNA, SINA, SORTE.
2. Situação resultante dessa combinação.
3. Emprego, aplicação.
4. Fatalidade.
5. Direcção!
6. Lugar a que se dirige alguém ou é dirigida alguma coisa.”
E pergunto: mas em que é que tudo isto se traduz? Existe, de facto, destino?
Eu não posso ser o que quiser, independentemente de estar escrito em algum lugar o que quer que seja?
Sempre acreditei que não, não existiria.
Hoje tenho dúvidas, daí a proposta deste exercício.
Sempre julguei que cada um faz as próprias escolhas e são essas que conduzem a tudo o resto. Hoje a ideia que tenho é que há, ou poderá haver, um fundamento para as opções que tomamos. E isto sem base religiosa nem teorias de algibeira…
O destino não é determinável, dado que a única coisa que temos de certo é que todos um dia nascemos e um dia iremos morrer. É esse o destino, comum a todos por sinal.
Acontece que as experiências que tenho tido, ao longo dos anos, revelam que há de facto um sentido.
Há a percepção de que posso, podemos, estar num lugar e ter a certeza ou a noção de que esse lugar não é o meu, o nosso. Então o destino será mudar, ou será ter vivido aquela experiência?
Deixo a pergunta em aberto, aguardando as respostas.

 

Actualizado em ( Quinta, 21 Outubro 2010 09:29 )  

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