o riachense

Quarta,
24 de Julho de 2019
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José Manuel do Rosário

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Promessa com a idade de um adolescente

Esqueçam por uns segundos, mas não pensem que ficam pagos os 4 milhões e 200 mil euros de dívida conhecida da Câmara Municipal da Golegã, com tendência para subir abruptamente nos próximos anos. Façam esse esforço porque nem tudo são espinhos. Sem dúvida que existem novos equipamentos que nos devem orgulhar e que espero estarem a funcionar correctamente, nomeadamente as ETAR's e Elevatórias da Golegã e  
Azinhaga, as piscinas cobertas na Golegã, o Centro Escolar e as piscinas de Azinhaga.
O assunto de hoje é bem conhecido: o tão aguardado novo Centro de Saúde da Golegã. Em Dezembro de 1997 foi uma das promessas do actual presidente da Câmara, de tal forma que entre outras mentiras o levou a vencer as eleições. Esta é uma daquelas obras que não estava assegurada pelo anterior executivo e por isso, ainda hoje, espera por melhores dias. Mas vamos aos factos. Feita a promessa e após um ano em funções, eis que em Outubro de 1998 o executivo toma finalmente a iniciativa em carta dirigida ao senhor Secretário de Estado da Segurança Social, afirmando que: "é pretensão do Executivo desta Câmara a que presido, na sequência do que prometemos aos munícipes, no nosso programa eleitoral, dotar a Golegã com um novo edifício para o Centro de Saúde e com novas instalações para os serviços locais da Segurança Social". Nesta mesma carta o actual presidente da Câmara afirmou que o projecto estava a ser elaborado pela Administração Regional de Saúde e que mantinha a esperança de concretizar a obra durante o mandato que decorria (1998/2001). Em 1999, esqueceu-se da promessa, esqueceu-se da esperança. Deixou de ser um assunto de premente importância para passar a ser mera preocupação, a construção deste equipamento.
Um ano depois, em nota enviada aos munícipes, a expressão utilizada passou a ser: "avizinha-se o lançamento da 1.ª pedra para o novo Centro de Saúde". É certo e sabido que, este tipo de político não olha a meios para atingir os seus fins. Prova é que, para o mandato seguinte (2002/2005), no campo da saúde, e como prioridade, prometeu novamente iniciar a construção do Centro de Saúde mesmo sabendo que, durante quatro anos, pouco ou nada se fez de concreto, a não ser mera troca de correspondência entre entidades públicas, incluindo a Câmara Municipal.  
Em quatro anos, depois de reconhecerem perante o Presidente do Centro Regional de Segurança Social de LVT (CRSSLVT) que as condições de funcionamento dos serviços da Segurança Social e Centro de Saúde (…) "são por demais deficientes e só por si, condicionam a qualidade dos serviços prestados e do acolhimento disponibilizado à população que a eles recorre ( ...)", não passaram das meras propostas e contra propostas de protocolos, quando o assunto era tão simples de resolver: trocar o terreno, propriedade do CRSSLVT, pela construção de novas instalações para os serviços da Segurança Social e Centro de Saúde.
Com o decorrer dos anos, a estratégia pouco ou nada alterou a não ser mais promessas, reuniões, novos estudos, novas propostas de programa funcional, novas sugestões e contra propostas. Entre Maio e Julho de 2001, os técnicos e a equipa de projecto responsável pela implantação das Lojas de Solidariedade e Segurança Social queriam a sala de reuniões com duas portas de serviço e uns banquinhos na sala de espera mais à direita. A Câmara Municipal, só queria dar uma porta para a sala de reuniões e preferia os bancos mais à esquerda. Instalações sanitárias à ponta ou ao centro, aprovações e meias aprovações, mais ou menos oficiam, chegamos a 2008 com a falsa mensagem de que a Administração Central não vai dispor de verbas para uma obra de raiz.
Após 13 anos a mentir, eis que o assunto volta a estar na ordem do dia.
Pelos vistos, voltamos a ter pré-projecto apenas para o Centro Saúde porque a Loja de Solidariedade deve ter morrido à nascença. Foi necessário que o Director da ACES Ribatejo em Dezembro passado lançasse novo repto de parceria com a Câmara Municipal da Golegã, certamente consciente das deficientes condições de funcionamento dos serviços. O Director da ACES, pelos vistos, ficou estupefacto com a elaboração de um pré-projecto com tanta qualidade em apenas 3 meses. Engana-se Sr. Director. O pré-projecto que o senhor diz ter qualidade foi elaborado em apenas 13 anos (156 meses). Enquanto Director, conhecedor do processo, deveria sim, ficar preocupado com a falta de empenho da Câmara e Administração Central.
Resumindo e concluindo, voltamos à estaca zero. Temos mais uma promessa de conclusão da permuta e construção do novo Centro de Saúde da Golegã, independentemente de se estar ainda a negociar o financiamento.

Actualizado em ( Domingo, 10 Outubro 2010 16:40 )  
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