o riachense

Quarta,
08 de Fevereiro de 2023
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Se fosse para descer de divisão, não aceitava vir para o Atlético

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Conversa com Pedro Monserrate, novo treinador dos alvi-negros

Iniciou-se como treinador no Meiaviense num jogo para a Taça do Ribatejo contra o Atlético. As duas equipas não se defrontavam em jogos oficiais há 27 anos, no ano em que nasceu.
Agora tem 30 e, além de professor de educação física e treinador da equipa de boccia do CRIT, é o treinador principal dos seniores do Atlético Riachense. Naquele que é o seu maior desafio, ainda só fez dois jogos, em que os sócios ficaram com água na boca perante as evidentes melhorias da equipa em campo.
Construir uma equipa com base na aprendizagem e da evolução de jovens jogadores é o conceito que o move.


Quais são os teus objectivos agora?
Há pouco mais de um ano queria jogar mais alguns anos. Agora quero ajudar o Atlético a conseguir a manutenção na 3.ª divisão nacional.
Foi uma evolução muito rápida, não era nada do que eu esperava, ainda queria jogar mais alguns anos e só depois começar a treinar. Mas no ano passado, o Nando a convidou-me para adjunto e agora foi a saída do Meszaros que me trouxe a treinador principal. Eu não queria começar já, principalmente nos seniores. Estive para ir para os juniores do Torres Novas, mas foi num ano em que também tinha recusado o Meiaviense porque tinha acabado de me casar.
O meu objectivo como treinador era fazer um projecto a começar no mais baixo escalão até chegar cá acima, acompanhar uma equipa desde os infantis, passando pelos iniciados, juvenis, juniores, até chegar a sénior.

No distrital a rivalidade dos clubes torna tudo mais interessante. Preferes ainda assim treinar no nacional, onde os clubes não dizem nada uns aos outros?
Sim. A nossa série está muito nivelada por baixo, no ano passado tinha equipas muito melhores. Há algumas equipas boas, sem dúvida, o Castelo Branco, o Pombal ou o Pampilhosa. Nunca treinei na divisão Principal, mas sei que são campeonatos completamente diferentes. As equipas, Torres Novas, Amiais, Alcanena, Mação, jogam entre si há muito tempo e conhecem-se bem, pelo que isso reforça a competitividade. Mas eu, neste momento, prefiro estar no nacional porque existe uma visibilidade muito maior. Se nós tivermos a sorte de trabalhar bem aqui no nacional, no ano seguinte até pode surgir algum convite de um escalão mais alto.

Desde há duas épocas que o Atlético se tem voltado novamente para os sócios, no sentido de lhes pedir o apoio, fazendo angariações de fundos, eventos para divulgar o clube e festas para colmatar a falta de financiamento. O que achas disto?
Esse tipo de trabalho é fundamental nos tempos que correm. Não há dinheiro, as empresas aqui à volta já foram mais ricas do que são neste momento, e piores tempos se avizinham. Para o ano vai haver ainda mais cortes e as empresas que habitualmente apoiavam o Atlético já estão a deixar de estar dispostas a isso. Tem de ser as pessoas, os sócios a comparticipar. Mas claro, não podemos andar sempre em cima dos sócios, as pessoas também estão em crise. É importante é concretizar as ideias engraçadas e aliciantes, como foi a festa das sopas, agora é a do vinho... O género de iniciativas ligadas à gastronomia é onde o pessoal colabora sempre mais. E é mais fácil angariar dinheiro assim, em convívio, do que andar a fazer peditórios. Isto tem que continuar.

 

(Entrevista completa na edição de papel)

Actualizado em ( Quarta, 23 Novembro 2011 15:15 )  
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