Sentava-se diante de mim. As mãos cruzadas sobre os joelhos. E o olhar tranquilo dos homens bons. De seis em seis meses, uma revisão de rotinas. As análises habituais.Actualizado em ( Quinta, 25 Fevereiro 2010 16:42 )
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Andava uma mãe preocupada. Porque o filho com pouco mais de vinte anos. A estudar na universidade da abeira. Lá para os lados da Covilhã. Só raramente telefonava. E ele que até gostava de escrever. De vez em quando uma carta amiga. Aos poucos se fora tornando silencioso e de poucas falas. Nem mesmo o telemóvel. Era usado com a mesma frequência. Aqui para os lados de Torres Vedras. A falar da saúde. A saber dos pais. A dar conta dos estudos. E o que era mais estranho. Deixara de pedir. Reforços de dinheiro. Até há uns meses muito frequentes. Estava assim a mãe num grupo de amigos. Dando conta das suas preocupações. Quando lhe lembraram que fosse até lá. Afinal agora era um instante. Que isto das auto-estradas mudam o tempo das viagens… E os pais lá foram. Na semana seguinte quando nos encontrámos. A mãe de lágrima no olho. O pai com o ar sério de todos os pais. Deram conta do estado do filho.Actualizado em ( Quinta, 25 Fevereiro 2010 16:42 )

Há pouco tempo. Apareciam por todo o lado os antifascistas. Era um hino de glória. Terem passado pelos calaboiços da Pide. O sangue desses homens.
Actualizado em ( Quarta, 23 Setembro 2009 17:21 )