O riachense

Quinta,
09 de Setembro de 2010
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Entrada Diversos Editorial

Editorial

Editorial 12 Maio 2010

1 – O evento de entretenimento “Revisitar D.Manuel I aproveitou bem a história e o património para ”trazer a Torres Novas milhares de pessoas. Desde que as festas passaram a ser do Almonda, que a praça e a muralha não eram tão povoadas durante três dias consecutivos. É verdade que a intervenção no centro histórico não pode ficar-se pela recuperação das paredes, são precisos também os pilares humanos, também assim o obriga o programa comunitário de regeneração urbana. A criação de um evento anual reconhecido pela sua qualidade e dimensão pode ajudar a contrariar o “êxodo comercial” e entusiasmar a população, que já está na expectativa das “Cortes de Torres Novas”, o tema do ano que vem.
Acrescentando as Festas do Almonda e os Encontros da Lusofonia, perguntamos: os mega-eventos (à escala) da cidade vão fortalecer as condições para a fixação de habitantes e comércio ou vamos cair numa espécie de movimentos pendulares do turismo, enquanto houver dinheiros europeus?

2 - Ao mesmo tempo que decorrem produtivos investimentos em Torres Novas, aprovam-se as contas da Junta de Freguesia, que mal chegam para roçar as ervas do passeio. O triste orçamento e a inexplicável lacuna de programas comunitários para aplicar à vila de Riachos vão prolongando as discussões do costume: porque hão-de ser os membros da Junta a limpar as valetas quando não há mais ninguém, porque é que há-de haver um repugnante cheiro podre fabril a entrar diariamente pelas janelas adentro a sul da vila, porque hão-de transbordar as fossas para as valetas e hortas que ladeiam a esburacada via da Costa Brava, porque é que ninguém conhece as obras previstas para o largo ou sequer se vão existir, porque hão-de as centenas de atletas riachenses correr junto ao escabroso esqueleto do pavilhão, porque é que a Casa da Cultura há-de ficar escondida atrás do Posto Médico enquanto o lar de idosos é instalado no centro nevrálgico da vila, quando é que o cinema Olímpia cai ou é vendido a retalho; enfim, todas as velhas histórias de um subúrbio bem localizado e deixado ao abandono, das quais todos já sabemos as respostas.

3 – Há coisas boas que ficam para a história. É incrível o recente percurso do futebol do Atlético. O caminho que levou à bi-dobradinha é irrefutável e o equilíbrio financeiro e estabilidade estrutural estão mais do que assente em dados empíricos – ao apoio dos associados juntou-se finalmente uma direcção. Não se percebe a hesitação que houve em constituir uma direcção nos melhores dois anos dos 78.
É que não há muitos clubes em tais condições neste país, em que infelizmente falar dos profissionais é o mesmo que falar dos pequenos. Investimentos malucos e remoinhos financeiros, desastres desportivos e afastamento dos apoiantes.
Mas terá sido a vitória dos 9 magníficos no Cartaxo? No dia em que uma equipa baseada em jovens da cantera foi cheia de motivação de campeões e vontade de fazer o gosto ao pé, vencer no Cartaxo, afirmando solidamente que os juniores têm de regressar. E já no próximo ano, nem que treinem nos Eucaliptos. A.L.
 

Editorial - 27 de Janeiro

Este jornal foi acompanhando ao longo de três décadas o evoluir da localidade de Riachos, como sítio para viver e onde viver.

Recentemente o filme americano Avatar foi censurado na China e no Vaticano.

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Editorial

Acontece esta edição sair entre dois momentos de decisão dos portugueses. Ou para ser mais coerente com os números, dois momentos de decisão para alguns dos portugueses.
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Sentido único

Como qualquer órgão de informação, o jornal o riachense já tentou obter esclarecimentos sobre alguns assuntos da ordem do dia junto da Câmara Municipal de Torres Novas, mas até à data, nenhum dos e-mails enviados para o gabinete de imprensa ou gabinete de apoio ao presidente, ao cuidado da assessora de imprensa, dos vereadores ou do presidente da câmara, obteve resposta.
Contudo, convêm referir que os contactos telefónicos por vezes são bem sucedidos, embora alguma da informação seja sacada a saca-rolhas, mesmo sem a devida autorização do presidente.
No entanto, por outro lado, à caixa de e-mail e à caixa de correio do jornal, chegam, quase diariamente, convites para inaugurações e lançamentos de primeiras pedras agendados para todo o concelho. Será que o canal de comunicação da câmara municipal só tem um sentido?
Os nossos leitores gostariam de obter algumas respostas…

Nuno Matos
jornalista  

Actualizado em ( Quarta, 23 Setembro 2009 18:04 )

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